PARTICIPAÇÃO SOCIAL • CUIABÁ-MT — SAÚDE ÚNICA
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Cuiabá tem R$ 5,4 bilhões então por que ainda existe bairro na lama?

Mesmo com R$ 5,46 bilhões previstos no orçamento e liderança nacional em investimento por habitante, moradores enfrentam lama, isolamento e risco à saúde

Enquanto os números oficiais apontam bilhões em planejamento e investimentos acima da média nacional, a realidade vivida pelos moradores do Recanto do Sol revela outra face da cidade marcada pela ausência do básico.

Durante o período chuvoso, ruas de terra desaparecem sob a água e se transformam em verdadeiras lagoas. O que deveria ser caminho vira obstáculo e o direito de ir e vir passa a depender do clima.

👉 A pergunta que ecoa entre os moradores é direta: isso ainda é uma rua… ou já virou um lago?

Ruas desaparecem e moradores ficam ilhados

O que deveria ser via pública se transformou em um cenário de risco constante. Em dias de chuva, ruas inteiras deixam de existir.

“Complicado, né? Tudo esburacado. Aí fica difícil, ainda mais nessa chuva”, relata um morador.

Em diversos pontos do bairro, a água toma conta das vias, formando bolsões que impedem a circulação de veículos e colocam pedestres em risco.

Há relatos de:

✔️ motociclistas que não conseguem atravessar
✔️ carros danificados
✔️ transporte público interrompido

👉 Ônibus já deixaram de entrar na região por risco de atolamento.

📉 Na prática, moradores ficam isolados dentro do próprio bairro.

Ruas alagadas no Recanto do Sol
Ruas de terra se transformam em lagoas durante o período chuvoso

Quando o básico vira impossível

No Recanto do Sol, tarefas simples se tornaram desafios diários.

“Eu tenho um bebê pequeno… tento sair com o carrinho, mas não passa. É só lama”

A ausência de infraestrutura atinge principalmente:

✔️ 👶 crianças
✔️ 👵 idosos
✔️ ♿ pessoas com mobilidade reduzida

Sem pavimentação e drenagem, sair de casa depende da condição da rua.

Ir ao posto de saúde, trabalhar ou levar filhos à escola deixa de ser rotina.

📉 O que deveria ser normal vira resistência diária.

Prejuízo financeiro e exclusão de serviços

“Fundi o motor do meu carro de tanta água que tem aqui”

Além dos prejuízos, moradores enfrentam isolamento:

✔️ motoristas de aplicativo recusam corridas
✔️ entregadores evitam o bairro

“O Uber viu que era aqui e não quis entrar”

👉 O bairro passa a funcionar como uma área excluída dentro da cidade.

Menos casos não significa menos risco

Combate à dengue em Cuiabá
Agentes de saúde combatem focos do mosquito Aedes aegypti

Apesar da redução nos números, o cenário ainda exige atenção.

Em Cuiabá, a prefeitura registrou 323 notificações de dengue em 2026, com 139 casos confirmados, representando uma queda de 79,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A redução também foi observada em outras doenças transmitidas pelo mosquito:

✔️ queda de 99,3% nos casos de chikungunya
✔️ poucos registros de zika, sem casos confirmados

Segundo a Vigilância em Saúde, o resultado está ligado ao trabalho de combate ao mosquito, com:

✔️ mais de 197 mil imóveis vistoriados
✔️ 6.559 focos eliminados
✔️ mais de 24 mil depósitos tratados

⚠️ Mas o problema estrutural continua

Mesmo com a redução, o risco não desaparece principalmente em áreas com:

✔️ água parada
✔️ falta de drenagem
✔️ acúmulo de lixo

“Essa água não é limpa… tem lixo, mosquito…”, relata um morador.

👉 O perigo está no ambiente, não só no número.

Água parada e risco de dengue
Água parada nas ruas é ambiente propício para proliferação do mosquito

Décadas de abandono

“Minha filha tinha meses… hoje tem 26 anos… e nada mudou”

O problema não é recente é estrutural e histórico.

Orçamento bilionário aprovado

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, sancionada pelo prefeito Abilio Brunini, estabelece:

💰 R$ 5.466.628.067,00 em receita total

📄 Clique aqui para acessar o PDF completo da LOA 2026

📊 Divisão do orçamento

✔️ 💰 R$ 3,66 bilhões — Orçamento Fiscal
✔️ 💰 R$ 1,79 bilhão — Seguridade Social

🏗️ Infraestrutura tem recurso previsto
🏗️ R$ 584,8 milhões destinados ao urbanismo
👉 Inclui pavimentação, drenagem e obras urbanas

Muito investimento, pouco resultado

Em Cuiabá, os dados revelam um paradoxo:

💰 R$ 472,42 por habitante em saneamento (maior investimento do Brasil)

Mesmo assim:

Cuiabá caiu da 32ª para a 50ª posição no ranking nacional

Motivo:

✔️ 🚽 falhas no tratamento de esgoto
✔️ 📉 queda de cerca de 21,9% no índice de tratamento

Investir não é suficiente

Mesmo com recursos e obras:

✔️ nem todos os imóveis estão conectados
✔️ o sistema não entrega eficiência
✔️ o impacto não chega para todos

👉 O dinheiro existe — mas não resolve na ponta.

Os números existem mas não chegam para todos

Dados do IBGE mostram:

✔️ 💧 95,1% dos brasileiros têm água encanada
✔️ 🚽 62,5% têm acesso à rede de esgoto

Dados do IBGE sobre saneamento
A média nacional esconde as desigualdades nos bairros periféricos
⚠️ A média esconde desigualdades

Os dados são positivos mas não representam todos os territórios.

👉 Bairros periféricos continuam sem infraestrutura básica.

⚖️ Falta de dinheiro ou falta de prioridade?

Com orçamento bilionário e alto investimento:

👉 o problema não é falta de recurso
👉 é de execução e prioridade

📢 Cobrança cresce

“A gente precisa dessa solução urgente. Não está fácil”

Moradores pedem:

✔️ prazos
✔️ transparência
✔️ ação real

✊ Entre a lama e a espera

A cada chuva, o problema volta.
A cada promessa, a espera continua.

📉 abandono
📉 repetição
📉 frustração

SUPER ARRECADAÇÃO

Cuiabá investe mais que a média.
Arrecada bilhões.
Planeja bilhões.

Mas bairros seguem sem o básico.

👉 Quando isso acontece, o problema deixa de ser técnico — e passa a ser político.

Cuiabá lidera em investimento, mas falha na entrega e enquanto os números sobem, a lama continua.

Enfermeira Jovelina
💚 Olá! Sou a Enfermeira Jovelina Tizot.

Tenho 32 anos de enfermagem e sou líder comunitária do Recanto do Sol.

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